domingo, 24 de janeiro de 2010

Dr. Jonathan Crane em São Paulo


Eu adoro andar a pé por São Paulo. Acho uma forma efetiva de meditação e me divirto vendo coisas (e pessoas) inusitadas. Já pensei em aprender a fotografar direito e andar com uma máquina descente a tiracolo, mas cheguei à conclusão que as fotos do meu celular são mais espontâneas (e dá sempre para culpar o celular pela falta de habilidade). Hoje encontrei este espantalho sinalizando um buraco em um cruzamento. Achei sensacional. É a própria máscara do Scarecrow.

:-)

Laura

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Não esqueça a minha Caloi


Primeiras impressões de uma non-biker que resolveu adotar o meio de transporte em São Paulo:

  • A cidade é ainda mais esburacada do que parece.
  • Vai ter sempre um cara numa Kombi te chamando de gostosa. Keep calm and carry on, and/or flick the finger.
  • É menos cansativo, mais agradável e rápido do que você imagina.
  • É legal a cumplicidade que rola entre os bicicletistas da cidade.
  • Talvez janeiro não seja o melhor mês para começar a pedalar – a chuva faz derrapar bastante (principalmente no sobe e desce dos Jardins) e é prejudicial àqueles com cabelo intolerante.
  • Tenha o mínimo de bom senso no trânsito (andar sempre na mão certa, pela direita e na rua...), use capacete e preste atenção nas portas dos carros.

E como trilha sonora, David Byrne – Nothing but Flowers.

:-)

Laura

Meu, tipo assim, fala sério...



Estou pensando em dedicar uma pequena parte deste blog para falar sobre coisas que me surpreendem aqui em São Paulo (for better and for worse). Vamos ver se dá certo. Vamos ver se a cidade me ajuda.

:-)

Laura

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Tsutomu Yamaguchi


Tsutomu Yamaguchi, o cara sobreviveu a duas, DUAS bombas nucleares e morreu semana retrasada aos 93 anos. O obituário da Economist desta semana é sobre ele. Yamaguchi escreveu centenas de “tankas” (poemas de 31 sílabas), publicados em 2002 em um livro chamado “The Human Raft”. Aqui um tanka de 1969:

Thinking of myself as a phoenix,

I cling on until now.

But how painful they have been,

Those twenty-four years past.

No final da vida, ele se dizia confortado por três coisas, entre elas, “simple acts of kindness”. Fica a dica.

Laura

domingo, 17 de janeiro de 2010

El Descanso

Fiquei com vontade de fazer um post-lista sobre Punta um pouco mais pessoal e randômico (redundância) do que este aqui que a Alexandra publicou no Boa Vida, então lá vai:
  • A comida: Em busca de uma “experiência gastronômica diferenciada” em Punta? I have two words for you: Perdeu, playboy. Os restaurantes são agradáveis, os vinhos são bons e baratos, o serviço é educado e confuso, e ponto. Ou seja, bom, bom mesmo só as medialunas, tostados, sovertes, doce de leite, cerveja...



  • Os carros: A cidade (e o país) é tomada por carros antigos, alguns escangalhados, outros em perfeito estado, todos desafiando a Coréia como se nada houvera. (Só o estofado do fusquinha aí embaixo já vale a viagem.)


  • O farol da Península: Eu gosto de faróis. São calmos, remotos e solitários. E a Península é old-school.

  • As casas: Todas têm nome. É First Amendment à la Uruguaia. Quase um tweet. :-)

  • A luminosidade: Não existe outra igual.


  • Os “antiquários”: mais pela contribuição à atmosfera “stuck in the 70s” do que pelos ítens de consumo.

  • And last, but certainly not least, La Preciosa: Minha nova BFF, Windstream com correia de borracha(!) e sem marchas (voltou para São Paulo comigo), comprada na Tienda Inglesa. Aqui, na ponta da Barra, minha praia preferida.


Que pasen bien.


Laura

Dedo verde



Hoje fui almoçar no Dui, restaurante na Al. Franca, e descobri um verdadeiro “jardim secreto” de uns 100 ou mais m², no meio dos Jardins. A área não é do Dui e sim da Prefeitura, mas atualmente o único acesso é por uma escadinha periclitante nos fundos do restaurante (segundo o garçom, existiu outro acesso, hoje fechado, pela passarela sobre a Rebouças que liga o Hospital das Clínicas aos Jardins). Uma foto aérea do Google Maps:

Pelo que pude espiar, o lugar tem um potencial incrível, já com bananeiras maduras(!), só precisa mesmo ser adotado e explorado. Daí veio a idéia: Por que não transformar a área em um “community garden”, como os tantos que existem em Nova Iorque, e, por exemplo, destinar os frutos (literalmente) para a Casa de Convivência São Luiz Gonzaga, que fica ali do lado e dá abrigo e comida a pessoas de rua?

Kassab, yes you can.

Laura

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

No reino dos suricatos


Entonces, alguém deveria se dedicar a estudar a homogeneidade estética portenha. Há apenas poucos meses os mullets reinavam soberanos de norte a sul e adjacências da bacia do Prata. Hoje, sem mais nem menos, a regra absoluta é pelos largos, mas largos, larguísimos. O índice de aprovação é melhor que o do Lula. Algumas considerações: Não existe cabelo ruim abaixo do Chuí (e, conseqüentemente, não existe escova progressiva). Não existe gente gorda abaixo do Chuí (o que, por sua vez, evita a cafonização do pelo largo). E não se usa salto alto na praia (Santa, Santa Evita, madre de todos los hijos, de los descamisados, de la Argentina).


Que pasen bien.

Laura

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Onde há gelo, há esperança



Depois de dias em isolamento voluntário, resolvo acessar a internet e eis que me deparo, na primeira manhã do ano, com a seguinte notícia: "Presidente Lula é considerado o brasileiro mais confiável". Silêncio. Duas neosaldinas e um balde de Coca-Cola normal com gelo e sem limão, por favor.

Suerte en 2010.


Laura