segunda-feira, 31 de maio de 2010

A reforma ortográfica e o ABC Vietcong


Resolvi procurar no Wikipedia a grafia correta de Huế (antiga capital do Vietnam), no vernáculo Vietcong, para fazer referência à foto, e descobri que o alfabeto vietnamita moderno segue o padrão latino, mais especificamente o português. Tudo por causa de uns jesuítas lusos que andaram por lá no século XVI tentando catequizar o pessoal. Abusando da engenharia reversa, se o abecedário vietnamita segue o português, logo me sinto autorizada a usar este acento divertidíssimo em formato de tartaruga andando para frente no lugar do acento agudo, e o de tartaruga andando para trás (Ầ/ầ) ao invés do circunflexo. Tem também o do elefante com a tromba para cima (Ẩ/ẩ) e a raposa em duas patas (Ễ/ễ)... Se você se sentiu ludibriado pela reforma ortográfica, tem apego sentimental a acentos, tremas e hífens, e quer protestar, siga a regra.

:-)

Laura


domingo, 30 de maio de 2010

Shazam!


Shazam é um aplicativo de busca de músicas para iPhone, Blackberry (e outros smartphones, acho eu) que entrou para a minha lista dos mais legais do mundo. Onde quer que você esteja, no cinema, no restaurante ou até no dentista, basta apontar o telefone na direção do som, e em segundos o aplicativo identifica a música que está tocando, o artista, álbum, mostra links para vídeos relacionados no YouTube e, no iPhone, ainda pergunta se você quer comprá-la no iTunes!

Por enquanto eu baixei a versão restrita, que é grátis. A versão Encore, que não limita o número de buscas, custa US$4,99.

Segundo o Gui, que entende do assunto, o aplicativo só deixa a desejar quando a musica é muito “underground”, o que não chega a ser um problema muito sério na minha existência completamente aboveground.

:-)

Laura

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Ladies who pedal



As fotos eu tirei em Portobello Road, em um sábado lotado de primavera. A pequena, que só parece uma bicicleta de criança, era de uma brasileira, ou melhor, de uma algum-país-do-leste-europeu-brasileira, que enquanto conversava em uma língua ininteligível com uma amiga, se virou para mim e perguntou em perfeito carioquês: Voceah goshtouah dah mînhah bicicleitah? Gostei e tirei uma fotinho.

:-)

Laura

Enough of Sex (and the City) e outros




(Old news, mas alguém me explica a cafonice deste pôster e o look José Paulino da Carrie?)

Não vi “Sex and the City” e não pretendo ver “Sex and the City 2”. Eu gostava bastante da série, mas acho deprimente ver quatro senhôras fantasiadas de Willy Wonka, Dorothy, Jessica Rabbit e Ellen Degeneres discutindo temas adolescentes e tomando Cosmos. Mais deprimente que Sex and the City hoje, só mesmo Saia Justa, sempre.


E por falar em Jessica Rabbit, a Samantha e toda a sua escola Wolf Maia de interpretação é coadjuvante no novo filme do Polanski, “O Escritor Fantasma”. Assisti ao filme há algum tempo sem ler qualquer coisa sobre, e confesso que fiquei espantada com a crítica (muito) positiva. Tudo bem que tem todo esse lance “Polanski” (inserir sotaque Psico-PUC), com toda a questão “tadinho, será que ele vai ser extraditado, vamos queimar a bandeira dos Estados Unidos?”, e que o estereótipo do crítico de cinema tenha se sensibilizado, mas eu não gostei do filme. Achei as atuações mecânicas, fraquíssimas, sem exceção, e o fator “suspense” inexistente (dada hora, até tirei uma pestana...). Sim, a fotografia é linda. Mas parece que o Polanski não participou da montagem final, pois estava na prisão. Talvez tenha sido isso. Em geral, muito aquém de outros Polanskis como Chinatown e Lua de Fel.


Finalmente fui ver “Hanami –O Florir das Cerejeiras”. Pura poesia.

:-)

Laura

domingo, 23 de maio de 2010

O povo unido, pelado e de bicicleta, jamais será vencido


Gente pelada --ou quase-- protestando na rua Augusta.

(E antes que alguém pergunte, eu era mera espectadora!)

:-)

Laura

Diários de uma bicicleta

Resolvi dedicar um pedacinho deste blog a um assunto que gosto muito: BICICLETAS!

A ideia é postar uma ou duas vezes por semana fotos minhas (antigas e novas) e também imagens que eu for encontrando por aí. Além, é claro, qualquer outra informação de vida ou morte sobre o assunto. (E talvez conseguir convencer um dos meus cinco leitores a adotar o meio de transporte. ;-))

A foto foi tirada há alguns anos, na fronteira do Vietnã com o Camboja, no delta do rio Mekong.

Hold your helmets.


:-)

Laura





sexta-feira, 21 de maio de 2010

Três Filmes

(É engraçado, mas gente que, como eu, gosta de ir ao cinema sozinha, escolhe sempre uma poltrona no corredor. No meu caso é para facilitar a saída pela tangente. Vício adquirido por causa de um incidente na adolescência aquém da sétima arte. :-))

Esta semana assisti a dois filmes –“Robin Hood”, filme novo do Ridley Scott, e “Chloe”, um remake de um filme francês chamado “Nathalie”, cujo título em português é “O preço da Traição” (O preço da Tradução?).



Robin Hood, como esperado, é a versão rosbifiana de Gladiador. Nada se salva a não ser o sotaque Richard Quest do Rei João.



Chloe tem um roteiro interessante --na boa crítica do New York Times, é um filme sobre “sex for money, for love and for other, less clear motives”--, mas a atuação/interação da Julianne Moore (antes linda; agora com boca de uva-passa), Amanda Seyfried (linda e talvez uma ótima atriz) e o Liam Neeson passa só perto do verossímil. A sensação é de “no sex please, we’re British”. O Anthony Lane faz uma comparação engraçada aqui (mas cuidado, a crítica é, como sempre, um major spoiler).




Outro filme que vi há tempos, na Mostra do ano passado, e que vai estrear logo mais é “I Love You Phillip Morris”. Filme muito, muito bom, com o Jim Carrey, Ewan McGregor e Rodrigo Santoro, sobre o amor doentio (disfarçado em comédia) do Jim Carrey pelo Ewan McGregor (com props para a atuação do Rodrigo Santoro). Gênios da indústria cinematográfica brasileira acharam por bem traduzir o título como “O Golpista do Ano”. Ignore o atestado coletivo de idiotice e vá ao cinema.

:-)

Laura

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Luiz Inácio Rogue da Silva


Vale a pena ler Rogue Diplomacy, artigo publicado na Newsweek de 17 de maio, sobre os rumos da política externa do Lula (clique na foto).

Alguns trechos:

“(...) Lula suddenly seems bent on ducking controversy and accommodating demagogues.”

“Trying to have the world notice you is fine, but that depends on what you want to get noticed for.”

“The heated foreign policy is all for the campaign trail.”

E o meu preferido:

“Foreign Policy requires intellectual capital.”

Aliás, e infelizmente, uma combinação pouco interessante de “rogue-ness”, megalomania, egocentrismo e ignorância define a política interna e externa (e a personalidade) do nosso presidente.

E dizem por aí que nos últimos dias o Obama não para de repetir “he was the man, he was the man…”.

;-)

Laura

domingo, 16 de maio de 2010

Nietzsche não sabia andar de bicicleta



"All truly great thoughts are conceived by walking." -- Friedrich Nietzsche


:-)

Laura

sábado, 15 de maio de 2010

Mademoiselle Chambon

Me desculpem a rima pobre, mas Mademoiselle Chambon é um filme bon, très bon. É o lado B de uma história de amor: arrastada, desajeitada, com uma estética pouco melhor que medíocre e um final contente. E é bom porque, afinal, a vida poucas vezes --ou quase nunca-- é muito diferente disto.

:-)

Laura

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Hipstamatic





Se você tem um iPhone e, como eu, nenhum talento para fotografia, vale a pena baixar o Hipstamatic, um aplicativo que imita uma câmera analógica antiguinha. Dá para escolher a lente, o filme e o flash, ou simplesmente sacudir o iPhone e confiar em uma combinação randômica de filme + lente (as fotos do post foram todas sacudidas). O único problema é ter de adivinhar o enquadramento da foto, já que o que se enxerga na tela do telefone está longe, muito longe da realidade da foto "revelada" (várias fotos Encaixotando Helena. Sugestões?).

A Juliana, mais focada e fotogênica do que eu, dá aqui outras dicas sobre o Hipstamatic e outros aplicativos simpáticos.

:-)

Laura


quinta-feira, 13 de maio de 2010

Caminhando contra o vento


Fazia muitos anos que não me deparava com a cena da foto. Desde criança simpatizo bastante com idéia e com a sensação de liberdade possivelmente envolvida no ato de se tirar os sapatos, amarrar os cadarços dos dois pés, lançá-los aos céus em um movimento circular e sair andado descalço por aí.

;-)

Laura

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Calvin, o filósofo

Sobre existencialismo...

e tolerância...


:-)


Laura

domingo, 9 de maio de 2010

Rosa, Billie, Lilly e Julie


E aproveitando o dia das mães, uma pequena seleção de mulheres que tenho escutado bastante ultimamente:

* - Rosa Passos, Duas Contas

* - Billie Holiday, All of Me e Let's do it

* - Pink Martini, Lilly

* - Julie London, My heart belongs to Daddy

:-)

Laura

Sonhar é preciso




Na Folha de sexta-feira passada (07) saiu uma entrevista com um dos sócios do cinema Belas Artes falando que caso um patrocinador não apareça até julho, o cinema vai ter de fechar. Fiquei aí pensando que seria legal ter em São Paulo (e talvez um bom modelo para captar investimento) um cinema como este aqui, o Electric, em que você pode virar sócio do cinema e de um clubinho (na verdade um restaurante) que fica em cima. O Electric é o cinema mais antigo de Londres, vai fazer 100 anos em 2011, e sem dúvida o mais original e bacana que conheço. Tem sempre uma seleção variada de filmes e programações especiais como “Kid’s Club”, “Electric Scream!” e “Electric Vintage”, poltronas enormes, estilo sofá de casa, e um bar discreto dentro da própria sala (enfim, é tudo que o Cidade Jardim queria ser e a pipoca com azeite trufado não permitiu). :-)

E aproveitando o momento sonhar-é-preciso, ao invés de demolir o minhocão, bem que o Kassab podia transformá-lo em algo parecido com o High Line Park em Nova Iorque, não? Mais área verde, uma boa ciclovia e a revitalização daquele pedaço decrépito do centro da cidade.

:-)

Laura

sábado, 8 de maio de 2010

Hoje é dia de festa


Há pouco passei de bicicleta pela rua Costa Rica no Jardim América (sim, é a rua do Maluf) e reparei que a CET tinha bloqueado todas as vagas de estacionamento com cavaletes. Resolvi perguntar para um “agente” da CET que estava no local o porquê da medida, e ele me responde com cara de empáfia que “estamos reservando todas as vagas para um casamento que vai acontecer na rua”. Daí eu tento argumentar “nossa, super de interesse público garantir o estacionamento dos convidados da festa e o livre acesso da máquina de gelo seco ao local”, e ele me ignora sumariamente, porque, é claro, não trabalha com conceitos de direito público. Ingenuidade minha.

Para quem quiser ir lá conferir a festa, tentar entrar de bico, ou jogar um ovo ou dois, o endereço é rua Costa Rica, 65, Jardim América.

Be my guest.

:-)

Laura

terça-feira, 4 de maio de 2010

Buena Onda

Estava procurando no youtube a nova propaganda da Brahma com a Seleção (porque queria dar um toque no Dunga que não vale a pena por o Julio Cesar de capitão -- constatem) e me deparei com este vídeo sensacional.


Nuestros hemanos me dan alegria.

:-)

Laura

segunda-feira, 3 de maio de 2010

I wanna be Charles Saatchi

Hoje comprei umas revistas e fui fazer uma horinha no Suplicy (horinha para fazer supermercado; trabalhamos parcialmente com glamour). Todos os freqüentadores com seus Macs sobre as mesas fazendo cara de Charles Saatchi quando magro (i.e. pré Nigella). E todo mundo no MSN mandando emoticon de diabinho cafona. Mac está para o descolado wannabe assim como óculos escuros gigante está para a perua feia.

E na Wired de maio tem este “flowchart” muito engraçado (clique na foto para ampliar).



:-)

Laura

domingo, 2 de maio de 2010

Whatever Works

Faz meses que estou ensaiando assistir “Whatever Works” do Woody Allen (para mim o título é a melhor coisa do filme e intraduzível). Primeiro na Mostra, depois em DVD, mas daí preferi esperar para ver no cinema, e hoje finalmente assisti. (Offtopic, para quem gosta de ir ao Reserva Cultural, descobri os melhores assentos de todos os tempos(!), cadeiras F3 e F4. :-))

Antes de falar do filme, queria comentar a predisposição do público para rir aos berros de tudo quanto é piada. Sim, o filme tem momentos muito engraçados, mas fiquei com a sensação de que existe um movimento “mesmo que eu não entenda direito a piada, preciso rir de tudo que o Woody Allen faz porque é cool”. Por exemplo, o cinema teve um ataque de riso coletivo quando o pai da Melody, a protagonista, está prestes a descobrir que é gay (sorry for the spoiler, guys) e comenta que Deus fez o mundo tão perfeito, ou algo do gênero, e o seu futuro marido diz “God is a Decorator”. Como diria o próprio Boris Yellnikoff, “what a cliché”.

Mas em geral achei a idéia muito boa; o filme bom, mas não maravilhoso. Falta um pouco de sincronia entre as personagens, e aquela cadência característica do Woody Allen. Senti também falta de uma trilha sonora melhor, o que beira o inconcebível neste caso. O Larry David é idiossincraticamente o Larry David e fica difícil não pensar nele em “Curb your Enthusiasm”. Acho que próprio Woody teria ficado melhor no papel (hello, Soon Yi...). As mulheres são o ponto alto do filme, em especial a Patricia Clarkson, mãe da Melody. E é claro que não seria um Woody Allen em Nova Iorque se não tivesse uma psychic.

:-)

Laura

Porque a Dilma não vai ser eleita


Muito delicado o artigo do Gaudêncio Torquato, “O Poder das balzaquianas”, no Estadão de hoje, falando que as balzacas poderão decidir o destino da campanha presidencial deste ano. O raciocínio é que as mulheres de 35+ anos hoje constituem 30,3% do eleitorado brasileiro e que por serem seres “conservadores” tenderiam a votar no Serra. Já eu acho que o eleitorado balzaquiano brasileiro vai votar no Serra por uma razão bem menos complexa: mulher não gosta de mulher. Ou por que outra razão a Hilary não teria sido eleita (e a Angela sim)?

:-)

Laura

Henry Moore na Tate Britain

Photo: Rocco Redondo

Outro dia eu falei aqui sobre o sentimento que o Rothko gostaria de despertar nas pessoas –“I’m here to stop your heart”. A exposição do Henry Moore na Tate Britain fez exatamente isto comigo. Engraçado, mas para mim as esculturas e desenhos do Moore passam sempre a impressão que seu trabalho é a expressão de algo absolutamente real, da forma como ele via as pessoas. :-)

A exposição traz trabalhos feitos durantes quatro décadas (dos anos 20 aos anos 60). Muitas esculturas menores em vários materiais, algumas com influências africanas (e seu erotismo), estudos e desenhos de durante a Segunda Guerra quando Moore parou de esculpir e se dedicou a retratar Londres. Mas seus temas recorrentes (e maravilhosos) –“mother and child” e “reclining figure”— também estão lá.

É imperdível para quem for a Londres. Até 08 de agosto.

:-)

Laura

sábado, 1 de maio de 2010

It don't mean A thing




"It don't mean a thing if you ain't got that swing" define tudo na vida.

:-)

Laura

One hundred book covers in one box




Caixinha da Penguin com 100 capas de livro em formato de cartão postal!

:-)

Laura