domingo, 28 de fevereiro de 2010

Até tu, Economist?


Até a Economist, sempre tão correta em seus artigos sobre o Brasil, resolveu aloprar na edição desta semana:

“A more practical lesson from the [Arruda] episode to aspiring politicians might be to check all pot plants, bags and office furniture for hidden cameras before dealing in large bundles of used banknotes.”

Laura

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Tolerância 101


Hoje começaram as minhas aulas de Espanhol. Entrei na sala de aula uns cinco minutos atrasada e, ato contínuo, queria matar dois terços dos meus coleguinhas. Aceito sugestões de curso de aperfeiçoamento em tolerância e convívio social (por correspondência, s'il vous plaît).

Laura

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Tropical Borg


Quando o meu filho terminar o colégio espero que ele tenha suficiente discernimento para ignorar o vestibular. Conheço pouquíssimas pessoas que sabem o que querem da vida aos 17 ou 18 anos (myself included, now and then) e ninguém merece a estupidez do ensino superior brasileiro em tão tenra idade. Admiro os ingleses pela quase institucionalização do Gap Year (aliás, tirando os maus dentes, as barrigas de chopp e o mau cheiro no tube, acho que os caras meio que acertam em todo o resto) e gostaria que meu filho vagasse pelo mundo até o último centavo da poupança-viagem que ganhou de um sensato amigo meu quando nasceu, e de qualquer outra economia que tiver. Iran, Rússia, Yukon, Patagônia, Myanmar, voluntário do Peace Corps, instrutor de windsurf na Andaluzia –qualquer coisa interessante que retarde as chopadas no C.A. E se ao final de tudo isso ele quiser estudar oceanografia em Rio Grande ou arqueologia na Universidade do Cairo, tanto melhor. Mas se São Sebastião, protetor dos atletas, me conceder uma só graça, peço que ele seja o novo Björn Borg.

:-)

Laura

Dig Youself

Bob Dylan para crianças. Comprei hoje na FNAC para o meu filho (Martins Fontes, R$39,80). As the twig is bent, so grows the tree. Fingers crossed.






Don't look back.

;-)

Laura






terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

It’s all a matter of perspective


Durante anos cruzei todos os dias o mesmo mendigo em uma esquina perto de casa. Desenvolvemos uma certa camaradagem. Começou como ambulante –bala, pano de prato, cereja no Natal. Depois passou só a mendigar. (Admiro os que por princípio não sucumbem à mendigagem, mas desconfio que o IRR seja insuperável.) Vez ou outra ele me pedia ajuda para comprar “uma cesta básica”. Um dia sumiu. Passei anos sem vê-lo, até que outro dia ele me abordou em outra esquina, em outro bairro:

- Querida, quanto tempo! Vc. tá ótima. Engordou, né?

...

Laura

Dois cartoons


Dois cartoons geniais:



(New Yorker, 11 de janeiro) Na versão tropical entraria também em cena o famigerado elefante branco.



(Estadão de hoje)

:-)

Laura

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

A Pequena Seria, the gansta way


Dia desses eu comprei um livro de contos de fadas para ler para o meu filho, já que existe um número limitado de histórias que consigo inventar sobre o Buzz, Woody (não o Allen), Ben 10, Pablo e companhia. A vendedora da livraria me garantiu que o livro escolhido era um dos mais apropriados. Fiquei momentaneamente satisfeita com a compra. Ontem a noite, depois de negociar uma história do Buzz v. uma do livro (never underestimate the power of persuasion of a two year old), comecei a ler em voz alta “A Pequena Sereia”, imaginando que o enredo seria mais ou menos parecido com o do filme. E eis que para o meu completo choque:



Prestaram atenção na parte em que a sereia opta por perder a voz e ficar manquitola? Mas não para por aí:




Logo que ela se liga que não vai rolar nada com o príncipe e que, portanto, vai virar sabão, suas irmãs aparecem para aconselhá-la a ASSASSINAR o príncipe. Já a sereia, incapaz de ir adiante com o crime passional, se contenta em pagar de Amélia por toda a eternidade. E fim. F-I-M. Tive que me controlar para não gritar WTF. Sem falar no Q&A “Mas por que, Mamãe?”.

A idéia aqui não é fazer qualquer tipo de discursinho –simpatizo zero com feministas ou axilas peludas em geral e tampouco acho viável tentar ensinar uma criança pequena a ser politicamente correta cantando “Não atirei o pau no gato” (criança precisa engolir alguns sapos e dar, e tomar, pedalas nos coleguinhas). Só peço um pouco de critério (e que agora o meu filho pare de dormir armando com a pistola do Buzz Lightyear). Ah, não vai rolar ganhar aquele patinete no Natal? Faz um trabalhinho e pague depois da graça alcançada. Não deu certo? Apunhale o seu irmãozinho. Ficou com peso na consciência? 50 auto-chibatadas on a daily basis will set you free. Bom senso, não publicamos.

God bless Richard Scarry.

Laura


The Jesus effect



A Madonna foi passear com a sogra no Niterói Plaza Shopping antes de ir ao camarote da Brahma. Certeza. Ah, a falta que faz um stylist 24-7-365.

:-)

Laura

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Pierrô Apaixonado



Um pierrô apaixonado
Que vivia só cantando
Por causa de uma colombina
Acabou chorando, acabou chorando

A colombina entrou num butiquim
Bebeu, bebeu, saiu assim, assim

Dizendo: pierrô cacete
Vai tomar sorvete com o arlequim

Um grande amor tem sempre um triste fim
Com o pierrô aconteceu assim
Levando esse grande chute
Foi tomar vermute com amendoim

Noel Rosa-Heitor dos Prazeres, 1935

Clique aqui para ouvir a marchinha.

:-)

Laura

domingo, 14 de fevereiro de 2010

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Bravo!


Gênio.

Laura

Viajo, logo existo


Hoje resolvi enfrentar anos de procrastinação fotográfica e colocar alguma ordem nas minhas fotos, digitais, álbuns etc, etc, etc. No meio da bagunça lembrei de um artigo do Jonah Lehrer chamado “Why We Travel” e publicado na Panorama, revista nova da McSweeney's (eu descobri a McSweeney's via Twitter no ano passado e vez ou outra encontro um exemplar na Livraria da Vila. A Panorama eu ainda não vi impressa por aqui). Um trecho:

“The good news, at least for those of you reading this while stuck on a tarmac eating stale pretzels, is that pleasure is not the only consolation of travel. In fact, several new science papers suggest that getting away—and it doesn't even matter where you're going—is an essential habit of effective thinking. It's not about vacation, or relaxation, or sipping daiquiris on an unspoiled tropical beach: it's about the tedious act itself, putting some miles between home and wherever you happen to spend the night”.

A foto foi tirada em Pequim, em novembro de 2004.

Bom carnaval.

Laura

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Gerson, reloaded


Confesso que normalmente sou um pouco severa com os meus compatriotas e que aqui está cheio de gente trabalhadeira, mas hoje quando vi um sujeito empunhando o maquinário da foto (Chain Saw Massacre feelings) e assoprando quilos de folhas da sua calçada (a.k.a. da calcada de seu sinhozinho) para a calçada do vizinho e para o meio-fio, fiquei com vontade de fazer confete do meu passaporte e pedir asilo ao Haiti. Pior que um Gerson, só mesmo um Gerson tunado.

Laura

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Barão de Capanema, 577

Perto da minha casa têm duas lojinhas e ½ que valem uma visita. Todas ficam na Galeria Augusta, no final da R. Barão de Capanema, no. 577 (a galeria tem também entrada pela Rua Augusta e um jeito de Diagon Alley):

  • The Bug's Shop: pijama de super-herói, vestido de casinha de abelha, little wellies, the cuttest shop.


  • Beco das Flores: vasos, potes e mais potes, plantas e flores. :-)

  • Patti Brinquedos: não é uma loja, mas sim uma vitrine no corredor da galeira (precisa ligar para a Patti e marcar uma visita -- pattitoys.com.br). Fiquei olhando os brinquedos com um sorrisinho nostágico até ficar meio chato...


E ainda, vizinha da galeria, na Barão de Capanema, fica a Scandinavia Designs. Eu faço votos para que um dia o Brasil seja recolonizado por algum país escandinavo, mas se não rolar, quero pelo menos poder comprar esta louça da Royal Copenhagen.



:-)

Laura

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Newman's Own





Depois que a Juliana compartilhou a primeira foto no Reader, precisei fazer um post-homenagem. Paul foi o mais gato até o final, até no vidro de molho de tomate.

:-)

Laura

O curioso caso do nosso Benjamin Button



Me desculpem o recorrente tema político, mas alguém me explica como é que o Lula ainda não abandonou o atual serviço e virou garoto propaganda da indústria de cosméticos? Q.I. e pele para isso ele tem. Notem a lisura do cabelo outrora revolucionário e a ausência de linhas de expressão. Até o bigode chinês (e qualquer outra afinidade com o maoísmo, pensando bem) ele conseguiu eliminar. Verdade seja dita que o dolce far niente e ser cara de pau ajudam, mas nem a Ana Maria Braga alcançou tamanha rigidez facial nos últimos 30 anos.

Laura

sábado, 6 de fevereiro de 2010

I'm Picasso



Uma das melhores cenas de todos os tempos.

:-)

Laura

A má educação


O artigo do Cesar Benjamin na Folha de hoje ("Ler, Escrever, Calcular", pg. B2), sobre analfabetismo, me fez lembra de uma ex-babá do meu filho, mãe solteira, dois filhos em idade escolar, que todo mês guardava boa parte do salário para “colocar peito” e “lipar a barriga”. Para mim, a tal ex-babá é prova lipo-aspirada do real analfabetismo no Brasil e o reverso de Popper, citado no artigo:

“É ao desenvolvimento das funções superiores da linguagem que devemos a nossa humanidade, a nossa razão, pois nossos poderes de raciocínio nada mais são do que poderes de argumentação crítica”.

Força no silicone, Brasil.

Laura

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

A Quarta Via


Nasce a Quarta Via, ideologia política baseada exclusivamente no guarda-roupas do nosso sagaz governante e seu Anthony Giddens. Tudo se justifica quando o terno é Super 100. É por isso que continuo defendendo a autenticidade estética do Evo Morales e lanço aqui uma campanha pela inclusão plena da Bolívia ao MERCOSUL.


Quero poder navegar livremente pelo Titicaca, com ou sem meu chapéu-coco.

:-)

Laura