
Estamos fechados para balanço, voltaremos em 2010 sob a mesma direção.
Grata,
Laura
Um blog sobre qualquer coisa fora do meu ordinário

Bingo. Agora tudo faz sentido. O Brasil não é o pais do futuro. O Brasil é de Vênus. E a explicação é astrológica: a Terra demora 12 meses para girar em torno do sol. Vênus tem um período orbital de 225 dias, ou sete meses terráqueos e meio. No Brasil o mês de dezembro inexiste. Entre os dois mil, quinhentos e quatro eventos de final de ano, ressacas, compras, véspera de Natal, Natal, ressacas e Ano Novo, não sobra nada. De primeiro de janeiro até a segunda-feira depois da quarta-feira de cinzas o país inteiro se arrasta e mais três meses são riscados do calendário. Daí tem também Páscoa, Corpus Christi, Tiradentes, Dia do Trabalho, Nossa Senhora Aparecida, Finados, Proclamação da República, Consciência Negra, pontes, pontos facultativos, enforcadas... e já é dezembro novamente. Somando todo o tempo útil que sobra, temos somente -- to bege -- sete meses e meio. Não é coincidência, é matemática aplicada.


Ontem foi a festa de fim de ano do Suema Cabeleireiras, vizinho aqui da rua. O salão fechou as portas depois do almoço e clientes e funcionárias, todas há tempos no box dos 70+, dançaram a tarde toda ao som de Hips don’t lie. O Suema me faz feliz. Flores, plantas e potes me fazem feliz. Bicletas antigas. Sorverte de menta com chocolate. E piscinas com trampolim.
:-)
Laura

Laura



Post rapidinho só para dividir um artigo que gostei bastante, publicado ontem no NY Times (eu leio outros jornais, às vezes...) e chamado “Even in English, a Language Gap”.
Dois trechos:
“(…) no one can ever love someone constantly, equally, at all times. It has to rise and fall and wax and wane to maintain its permanence. That is its permanence.”
Spot on.
“(…) In German you can say “ich habe mich gerade wieder in dich verliebt,” which translates as “I just fell in love with you again,” but which actually means a moment when you realize again why you are in love with someone, an outburst of love.”
Dentro de toda a chatice alemã, os caras às vezes acertam, não?

A foto estava na capa do NY Times de hoje (online Global Edition). O artigo é sobre um esloveno que atravessou o rio Amazonas a nado entre 2007 e 2008 e acabou virando filme -- Big River Man. A escolha da foto é obviamente uma retaliação da mídia americana ao recém descoberto puritanismo brasileiro (probably not, não somos tão relevantes, mas não custa nada especular). Tudo muito pouco interessante e não merecedor de um post, não fosse a presença do nosso “Onde está o Wally”, da alternativa nacional e genérica ao bater palmas, a.k.a, a quebradinha de quadril. Acho impossível levar a sério um país que comemora tudo, de inauguração de coreto a posse de presidente, rebolando. Bunda-pra-lá-bunda-pra-cá, the 80’s are gone, a Manchete faliu, e ninguém mais tem saco para ver forebis balançando por ai, so let’s move on. São meus sinceros votos para 2010.


